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domingo, agosto 14

De volta... e denovo...e tudo novo.

Morreeeeendo de saudades daqui! Saudade de olhar pra dentro de mim!
Antes de qualquer coisa, agradeço aos seguidores, companheiros e amigos que não deixaram de ler o blog e de me mandar comentários e carinhos. Peço desculpas pelas faltas e prometo (fazendo figuinha nas costas) não desaparecer mais sem me despedir.

Muita coisa mudou nos últimos meses.
A paixão pela escrita e pela comunicação virou trabalho, e, em parceria com o amigo de sempre Sandro Dálio, botei no ar um puinhado de sonhos e muito suor. O Ela no Site.
E tudo que tenho respirado, comido, dormido e sonhado nos últimos tempo está nele.
E estou muito, muito, muito feliz por estar dando tudo tão certo e por estar conseguindo tantas oportunidades no meio.

Conheçam o site que aborda outro universo que não esse aqui em qual já temos puff reservado.
E alegrem-se comigo (ou riam de mim): Tô de volta! E a todo vapor!
Não estou pronta pra abandonar o barco.

quarta-feira, junho 22

Há histórias pra contar mais falta um jeito...

Tempo tem sido artefato supérfluo, artigo da parte mas baixa da gôndola do supermercado.
Não escrevo como gostaria (e deveria) neste blog pois, corpo e mente andam se desencontrando: Ele funciona enquanto ela descança. Ela, vem toda pimpona trabalhar quando ele se entrega á Morpheu.*
Resultado desses desencontros e 'desacasos' é esse cansaço que tem me abatido, essa preguiça que tem me vencido, e essa coisa ruim que estou sentindo por estar sentindo falta de mim mesma.
Tem coisa boa pintando, sonho tomando forma, mas, tenho sacrificado necessidades...
Alguém me mandou um email outro dia contando uma histórinha mais ou menos assim:




Um professor universitário, no fim de uma aula, pegou um vidro vazio e passou, como de costume, a refletir com seus alunos.
Encheu o frasco vazio com bolas de golfe e aperguntou:
 - O Frasco está cheio?
Em coro, seus alunos responderam que sim. Mas ele, continuou o raciocínio colocando nos espaços que faltavam bolas de gude.
- O frasco está cheio?
Novamente, ergueu-se o coro:Sim!
Já desconfiados, seus alunos responderam que sim, agora sim.
E então ele derramou areia sobre o frasco. A areia, branca e fina, que correu por entre os espaços vazios das bolas de golfe, das bolas de gude, e enfim, o professor concluiu a conversa:
- O frasco vazio representa a nossa vida. As bolas de golfe representam as coisas importantes na vida: Família, Amigos, Saúde.
As bolas de gude, representam as coisas secundárias, mas necessárias na vida: Trabalho, Carreira, Estudos, dinheiro.
A areia representa as coisas menores:Lazer, Esportes, Hobbys, Consumo, Ambições.
Se invertermos a ordem das coisas, e colocarmos no frasco a areia, não haverá espaço paras as bolas de gude e menos ainda para as bolas de golf.
E seus alunos sorriram e bateram palmas concordando com aquela reflexão tão profunda e tão simples.
Então, um deles levantou do fundo da sala, tirou uma lata de cerveja de dentro da bolsa e derramou dentro do frasco. Vendo a atitude dele, questionou o professor:
- E isso, é o que?
E o aluno que carregava bebida na bolsa respondeu:
- Não importa o quanto o frasco esteja cheio, sempre haverá espaço pra uma cervejinha!


E eu to me vendo trocando a ordem dos fatores...
Mas, hoje é véspera de feriado e hora perfeita de botar cada coisinha em sua devida gaveta.
Não sei direito onde me perdi, mas quer saber? Vou alí na cozinha buscar uma cerveja.


*Morpheu, deus dos sonhos.

terça-feira, junho 14

Eduardo e Mônica - 25 anos depois.

Pois é.
Vou fazer a repetitiva denovo...mas...dá pra resistir a esse conto de fadas moderno?
"...e quem irá dizer que não existe razão?"





Pra um dia dos namorados e um aniversário de 5 anos de 'namoridos' que passou feito o sol do domingo...

terça-feira, maio 10

Nosso altar particular - Parte I

http://www.youtube.com/watch?v=peelgWX1oZg

Há quem decore a vida na ponta da língua
Outros rabiscam o próximo passo 
Na ponta do acaso
Aqui, nessa estação, onde um outono
instrumental inspira a queda das
palavras , minha força escorre poemas
pelo cedro deste palco , assim como
meus pés cravam a fidelidade aos
sonhos desses guris atrevidos que
aqui brotarão virtuosos , aguerridos
com seus estilingues de cordas
vocais de nylon e de aço , apedrejando
a covardia dos homens secretos a si
Fábula em partituras da Gata de Botas!
Maria e seus Joões cantam o caminho
de volta para o íntimo
hasteiam leves uma bandeira
toda bordada de mocidade
Doces rendas melódicas, ponto a ponto
terras descobertas, a cada acorde
Um ensaio para acordar
um moço jeito de existir
sem a intenção de trocar de mundo,
apenas unir quem não coube
em sua acidez.
Inventamos aqui ,  nesse solo fértil,
veraneio da arte, palco do palhaço
"Rendez-vous"
Um baile de amigos em pleno
velório do falecido monstro que cobria
o horizonte de quem ama o que se pode ser.
Aqui jazz uma solidão ignorante.
Naufragam agora todas as farsas
escritas pelo céu.


(...)


Parte do poema de Caio Sóh.
Escrito no palco, na gravação do DVD de Maria Gadú.


________________________________________________________________
* Esse DVD foi o presente que me dei de aniversário... É uma experiência musical única e que precisa ser dividida. Falarei mais dele por aqui.*

domingo, maio 8

Falando de mães.

Eu perco um dia todo se começar a falar de mim mesma e dessa minha relação com a minha cria...
E vou ser simples, como a essência do toda mãe - da barriga ou do coração - é.
Hoje eu quero amar minha mãe com suas qualidades e seus defeitos, e quero amar e respeitar os cabelos brancos da minha avó, e dizer duas coisas: Amo Vocês e Obrigado.
Quero o sorriso mais gostoso da minha filha pra guardar no coração, combustível da minha vida, amor maior do mundo... e razão dessa vontade linda de chorar de felicidade.


Quero pedir a Deus que conforte as mães que já não podem abraçar os filhos e os filhos que já sentem a falta que faz abraço de mãe. Em particular, a mãe de Patrícia Ferrari (que nos deixou ontem), aos meus primos Neto, Fernando, Jú e Gabriel e a meus amigos queridos de sempre Camila e Dú.


Quero também, rogar baixinho a Senhora de todas as Senhoras que me permita gozar por muito e muito tempo desse abraço de hoje nas mulheres da minha vida: Vó, Mãe, Tia Rose, Tia Zica, Tháta, Nicollynha.
E deixar toda essa nostalgia, virar alegria na cadência de um samba especial...





Um grande e lindo Dia das Mães!

quarta-feira, março 23

Salmo 129.

"Ponho a minha esperança no Senhor. 
Minha alma tem confiança em sua palavra. 
Minha alma espera pelo Senhor."
(Salmo 129, 5 e 6).
Há 27 dias, perdi uma tia-avó muito querida vítima de um câncer, uma faca de dois gumes: partir era sofrimento, ficar era ainda mais.
A Tia Dirce tinha uma essência simples e linda, de um caráter incontestável, sempre falava o que pensava sem se importar se quem ouvia gostaria ou não. Dedicou a vida inteira a cuidar do meu Tio e dos seus quatro filhos, homens de personalidades completamente distintas e tão dignos quanto ela.
Aos 57 anos, morreu feito um passarinho, na calmaria que só visita os bons. A doença atacou o corpo, mas foi à alma que padeceu e não agüentou a dor.
Cheguei na casa dela pouco tempo depois de receber a notícia, e apesar de ter 7, talvez 8 pessoas ali, até o cachorro e a baitaca, seus eternos companheiros escondiam-se parecendo sentir o silêncio pesando nos cômodos da casa, enquanto se driblava a dor pra acertar a buracracia. 
Eu ali sem conseguir pensar direito, na casa onde brinquei infinitas vezes, onde minha filha brincou outras tantas; Na cozinha dela, onde sempre tinha pão e café fresquinhos parecia tudo tão bagunçado...
Queria chorar, mas olhava pro caçula, que só tem 13 anos, tentava mensurar a dor que ele estava sentindo, pensava no tanto que precocemente, teria de amadurecer pra agüentar a ausência da mãe...
Decidi me fazer de forte pra não piorar as coisas, afinal, é assim mesmo que a gente aprende a ser forte não é? Fiz a escolha certa. Chorei no chuveiro, lugar onde se lava as tristezas.
Tudo tem um propósito debaixo deste céu, eu sei, mas no auge do nosso egoísmo, a gente quer as pessoas do nosso lado, ainda que lhe faltem pedaços... mas quer.

A morte vem envolta na túnica negra dos arrependimentos: porque não amei mais?Porque não passei mais tempo com ela?Porque não fiz mais por ela?Por que ela?
Tira de nós as melhores expectativas, tira a esperança, enche de revolta. Finda.
Talvez, a única coisa que unanimemente temos em comum é a certeza de que a morte chegará para todos. Ainda assim, não nos preparamos pra tê-la por perto. A gente vai crescendo e de certa forma ficando calejado com as dores que ela provoca, mas não aprende como lidar com ela nem qual a melhor forma de agir quando ela finca seu cetro pesado e brilhante de eternidade no nosso chão.
Desde que meu avô (meu único pai) faleceu há muitos anos eu não me sentia tão perdida com essa história buscar fundamentos para explicar o inexplicável...
Segurei o tranco quando meu primo Fernando (que tem praticamente a mesma idade que eu, e com quem cresci brincando) me pediu para que levasse a filha dele, que é Nicole igual a minha pra se despedir da Vó Dirce. Achei que não seria capaz de escolher as palavras, com a menina no colo vendo meu primo com os lábios tremendo querendo chorar...
Ela era a única neta...
Cena comovente?Para alguns sim, para outros desnecessária, para outros ainda errada.
Para mim a certeza de que minha Tia iria embora em Paz.
Tremi durante alguns minutos depois, e desabei num turbilhão de pensamentos vendo o pranto da minha irmã, que só tem 16, perdendo a amada madrinha três dias antes do seu aniversário. No questionamento inconsolável da minha avó e outra tia, cunhadas-irmãs da Tia Dirce lamentando ter que enterrá-la tão mais jovem que as duas. No olhar vazio dos filhos dela, que suprimiam a tristeza na lembrança do triste e longo sofrimento que a mãe enfrentou antes do fim...

A morte tem dessas coisas. Te fortalece e te joga no chão.
A minha Tia está certamente bem melhor do que estava aqui, numa cama e cheia de dores. Deve estar com sua mãe e meus bisavós, de quem ela tanto cuidou.
E se é que há algo bom pra tirar de tudo isso, é essa reflexão que a morte trás consigo quando a poeira baixa. Essa vontade de rever valores e de dar verdadeiro valor a quem merece, de cuidar de quem você tem na vida, e não do que você tem.
Vai ver é essa sua função principal... Vir para que a gente dê valor à vida.
A Tia Dirce foi embora, e vai fazer muita falta pra nós. Queria poder dizer o contrário, mas... nós vamos continuar daqui, fingindo que a morte não existe e sentindo essa imensa saudade.

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Tia, que bom que fez parte de minha vida!

sábado, fevereiro 5

Surtos.

É, eu sou surtada!
E hoje eu tive um dos melhores surtos da minha vida, um surto de dignidade.
Daqueles em que a gente enche o peito de orgulho, bota o dedo na cara do fulano e diz com gosto:
Dobra a tua língua antes de falar da minha vida!

Não admito falta de respeito de gente que nem me conhece, PENSANUQUE!

segunda-feira, janeiro 10

Quando a gente sabe que é adulto?




Sabe quando a gente percebe que é adulto?
Quando precisa decidir entre fechar uma janela de onde você vê uma linda paisagem e abrir a porta dos fundos, onde a paisagem nem é tão bela, mas por onde coisas maiores podem passar.

Sabe quando a gente percebe que é adulto?
Quando olha pra vida e percebe que mais ninguém no mundo vai tomar providências para resolver os seus problemas, como a sua mãe sempre fez.

Sabe quando a gente percebe que é adulto?
Quando perde uma noite de sono escolhendo... Pagar o gás ou o telefone?

Sabe quando a gente percebe que é adulto?
Quando consegue enxergar que as pessoas que você tinha no peito como amigos nem eram tão amigos assim, e que, suas próprias mãos são o melhor apoio pra levantar do chão depois de um tombo.

E ainda quanto conta os amigos de verdade nos dedos de uma única mão.

Sabe quando a gente percebe que é adulto?
Quando tem que definir as prioridades que vão fazer seu hoje, seu amanhã e o amanhã dos seus filhos. Errar aqui passa a ser perigoso.

Sabe quando a gente percebe que é adulto?
Quando quebrar a cara pára de doer na cara e dói no resto no corpo.

Sabe quando a gente percebe que é adulto?
Quando o que você gosta e o que você não gosta deixa de ser o que os outros gostam ou deixam de gostar.

Sabe quando a gente percebe que é adulto?
Quando a palavra responsabilidade deixa de ser cumprir o horário de chegar em casa e passa a envolver uma série de outras coisas, negócios e pessoas, dependentes dos seus acertos.

Sabe quando a gente percebe que é adulto?
Quando juntar cacos de um coração despedaçado passa a ser a mais fácil das tarefas que você consegue executar com uma única mão.

Sabe quando a gente percebe que é adulto?
Quando percebe que guardar mágoas é como estar numa duna de areia movediça. Quanto mais você se estica pra sair dela, mais ela te puxa pra dentro.

Sabe quando a gente percebe que é adulto?
Quando 8 horas de sono vira a parte mais importante do dia.

Sabe quando a gente percebe que é adulto?
Quando falar o que pensa vira honra e não parte de uma personalidade.

Sabe quando a gente percebe que é adulto?
Quando você erra e se obriga a ter disposição pra arcar com o peso das conseqüências desse erro, não importa quanto tempo passe entre uma lembrança uma outra história.