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quinta-feira, novembro 25

Não me provoca.


E se eu te disser que conheço esse olhar, que percebo logo sua alegria tonta de meia satisfação disfarçada quando me vê chegar? Às vezes, não preciso olhar para ver que você está me olhando. E eu quero tanto esconder minhas vulnerabilidades e agravantes. Mas você quer deitar e rolar em cima disso. 
E se eu te disser que quem está vulnerável é você, guerreiro? Te flagrei desviando um olhar tímido e teimoso, como se relutante em me perder de vista. Você estava procurando o que no fundo dos meus olhos? Você não sabe. Não sabe que está completamente desarmado. É tanta força pulsando violentamente nas tuas veias endurecidas e me espanto em ver teu coração tão exposto, sonhando fantasias ao sereno.
 Você, claro, vai querer jogar a culpa em mim. Vai dizer que foi aquele dia em que pedi sua ajuda para imobilizar com um esparadrapo um dedo da minha mão que doía ao movimentar-se. Eu vi com olhos de mulher a tua boca trêmula tão logo recuei com uma expressão de dor. Você pediu desculpas por ter pressionado sem querer o local lesionado, mas a sua voz já tinha mudado. Era tarde demais. Era triste demais. Contato físico demais: regra número um! O ferido é você, parceiro. Você está delirando. Caiu ardente de febre pela minha dor, não foi? Se você quiser eu assumo a culpa... Pronto.
Mea maxima culpa. Só não me provoca, te imploro como quem faz uma prece. 
Deixa doer... Não comece o que você não dá conta de terminar e me perdoe, mas não vou colocar poesia nenhuma neste texto.


(Mulher na Polícia - 01/08/2010).

5 comentários:

Regina disse...

nossa mae...dá gosto de ler né Pri, fala se não tá na hora de sair um livro? passou da hora no meu entendimento
bjcoass

Cristina Lira disse...

Olá. Tudo bem?
Te encontrei entre blogs amigos e adorei teu espaço, e este texto que acabei de ler, então...
Se possivel me visita em
http://passossilenciosos.blogspot.com

Bjos...vou dar mais uma lida!!!

* _ Pri CastRo _ * disse...

Re...sou doida...rsrsrsr!
concordo com vc plenamente sobre o livro...É de derreter os ouvidos esses textos...

Cristina, seja muito bem vinda ao meu espaço flor!Apareça sempre, já estou seguindo seus 'passos'.

Grd beijo e obrigado por participarem!

Sylvio de Alencar. disse...

Fazer o que..., comentar. Oras! Se for para 'atirar-se ao pés', atirar-me-ei... Fazer o que, né?
Rêrêrê!

Amor é assim: reciprocidade total! Se houver algum 'desnível', de algumas das partes, ele será evidente em algum momento.
aí, ele (ou ela), estará pega (ou, pego).

Talvez um livro terá de sair alguma hora. É inevitável. O problema, se é que é 'problema', é o auê que irá desencadear nos meios 'policialescos' (rsrs). Mas, de uma forma geral, policia é policia, e literaratura é literatura; uma coisa não tem nada a ver com a outra, a não ser é claro, e como sempre, na cabeça das antas de plantão.

Um bom texto (como sempre), em bonito blog.

Anônimo disse...

J'ai appris des choses interessantes grace a vous, et vous m'avez aide a resoudre un probleme, merci.

- Daniel