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terça-feira, novembro 9

As sem razões do amor.


Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

(Carlos Drummond de Andrade)

6 comentários:

Cacá disse...

Este poema é simplesmente LINDO! Vim aqui por indicação da Novinha do Mulher na Polícia e gostei bastante, viu? Abraços. Paz e bem.

disse...

Salve Drummond!!!
Ele nao precisa de comentarios!!!!

Beijosss

Wolber Campos disse...

Oi Pri! Tudo bem?

Que texto, este do Drumont, não?

Prazer te receber lá no meu canto. Meu e-mail é dr.wolber@gmail.com.

Entre em contato quando quiser, minha amiga!

Grande abraço!

Mulher na Polícia disse...

"Família Mulher na Polícia".

Adorei, mas também não sei explicar isso não, linda! Seriam as "sem razões do amor"?

Somos todos irmãos Pri... inclusive esses aí, Cacá, Wolber e Rê... somos todos irmãos.
: )

Beijo, linda!

so sad disse...

eu amo sete poema!
beijo!

* _ Pri CastRo _ * disse...

Obrigado a todos os queridos pela atenção dispensada a esse cantinho.
Todo comentário é especial pra mim!